sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Confucionismo

Kong Fuzi, ou em forma latinizada Confúcio, viveu mais ou menos entre 551-479 a.C., e que veio a ser considerado um sábio Chinês. (KÜNG, 2004, 114). Era considerado apenas um mestre entre outros, passa a ser mestre por excelência na era Zhou. Nesta época o confucionismo torna-se filosofia oficial e doutrina do estado. Confucio então passa a ser celebrado como símbolo da cultura chinesa. (Ibid., p. 121-22). Confucio não era místico, mas um reformador ético e social. Seus textos foram base do sistema político e religioso “estruturado para manter o equilíbrio e a harmonia entre o Céu, a Terra e a humanidade” (FONAPER, 2000a, p. 15).
Os ensinamentos de Confúcio estão nos Analectos e nos clássicos de grande importância: Livro das Mutações, da História, da Poesia, dos Ritos e os Anais de Primavera e Outono. Estes clássicos são atribuídos ao próprio Confúcio, onde ele indica as éticas e ritos da passagem (nascimento, casamento, morte) para a prática da ordem e da harmonia. Essas representam o equilíbrio de forças opostas do yin e do yang na sociedade. Ensina-se respeito à tradição e aos mestres. Há no confucionismo um humanismo que tem como princípio a ordem moral (Ibid. p. 15).
O ensinamento confuciano “têm como ideal de formação a humanidade, a piedade e a integridade”. Além a firme atitude moral, possibilita autonomia, ao invés de muitas leis a ética a prudência de vida eram mais consideradas. Todo confuciano deveriam dominar o conhecimento dos escritos (KÜNG, 2004, p. 122).
Confúcio criou normas para a vida religiosa, para os sacrifícios e os rituais. O confucionismo era então uma religião do estado, em que o Império chinês, estabelecido por sociedade hierárquica, permanecia com os mesmo líderes. A religião do estado era mais praticada pela elite e as classes dominantes, da qual o povo não conhecia muito. Os pobres praticavam uma religião de adoração dos espíritos, que se caracterizava pela tradição e envolvidas com influências de muitas religiões (GAARDER, 2005, p. 85).
Como natureza e universo estão em harmonia, isto deveria ser aplicado ao homem. Confucio adotou o Tao, harmonia predominante no universo, como modela para a sociedade. Esta seria a forma pelo qual o indivíduo deveria viver, isto é, em compreensão e harmonia. O ser interior do homem deve atingir essa consonância com o Tao, assim ele achará o incentivo necessário, “o te, isto é, o caminho certo para a ação”. Precisa-se então de conhecimento e compreensão da tradição. “Esta ensina ao indivíduo as regras de comportamento correto, a celebração fiel dos rituais e das cerimônias religiosas, e qual é o devido lugar na sociedade”. Confucio considera o homem como naturalmente bom e o mal era consequência da falta de conhecimento, para tanto a educação implicava em transmitir os conhecimentos corretos. Quanto ao que caracteriza a regulação das relações o confucionismo é politicamente conservador, ou seja, concebe obediência do servo em relação ao soberano, da mulher em relação ao homem. Isto significou uma dificuldade em relação à autoridade. No entanto, há ideais que devem ser alcançados segundo Confúcio que são a piedade filial o respeito e reverência (GAARDER, 2005, P. 87).

REFERÊNCIAS
FONAPER – Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. Ensino religioso: capacitação para um novo milênio: O fenômeno religioso nas tradições religiosas de matriz oriental, Caderno 8, Caderno de Estudos Integrantes do Curso de Extensão – a distância – do Ensino Religioso,Brasília, [s/e], 2000a.

FONAPER – Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. Ensino religioso: capacitação para um novo milênio: O fenômeno religioso nas tradições religiosas de matriz ocidental, Caderno 6, Caderno de Estudos Integrantes do Curso de Extensão – a distância – do Ensino Religioso,Brasília, [s/e], 2000b.

GAARDER, Jostein. HELLERN, Victor. NOTAKER, Henry. O livro das religiões, São Paulo, Companhia das letras, 2005.

KÜNG, Hans. Religiões do mundo: em busca de pontos comuns, Campinas, Versus editora, 2004.

MARTINELLI, Stefano. A religião na sociedade pós-moderna: entre secularização e dessecularização.

O ALCORÃO, Base de dados: http://www.livroesoterico.com.br, Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do>, acesso em: 01 ago 2012.

O QUE É BUDISMO, Templo Zu Lai e BLIA – Associação Internacional Luz de Buda, 2006.

SMITH, Huston. As religiões do mundo: Nossas grandes tradições de sabedoria, São Paulo, Cultrix, 2007.


VALLET, Odon. Uma outra história das religiões. São Paulo, Globo, 2002.

 

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